sexta-feira, 27 de maio de 2011

O TUIUIÚ (filosofia, mitologia e literatura da ave pantaneira wikcionario wik dicionario)

Tu, Tuiuiú que és,
- és objeto de olhos
( olho gordo
olho que tudo vê
olho com tampão de pirata...)
os quais te observam de todos os ângulos
de todos os seno e co-senos
falam de ti no balanço das ondas senoidais
que se balançam no ar
na dança da deusa eletromagnética
que se imagina no rádio e na televisão
e no micro-computador pela internet
banda larga asa larga em envergadura de tuiuiú

Tu, tuiuiú pousado
pescador à beira da loucura de paul
( paul de tuiuiú
ou tuiuiú de paul )
símbolo do estado do Mato Grosso
ave-símbolo do pantanal matogrossense...
( Mas o que é o Mato Grosso?
- O Mato Grosso é o homem
que cavou uma etnia topográfica
topológica toponímica
uma etnia telúrica
que veio da terra
e de outras plagas
até pousar ali no Mato Grosso
ao lado do jabiru
desbravando o território
conquistando a terra
constituindo o território
até que venha o estado de Direito
e tome por força irresístivel de lei
de todos os homens que ali estavam de posse do território
tudo o que o homem da terra conquistou por Direito
na guerra eterna do homem contra o homem
no velho dizer ou constatar de Hobbes no Leviatã
monstro eterno que dorme e acorda no homem
Há os homens que roubam ou furtam objetos, coisas...:
estes são os ladrões, os latrocidas....
e aqueles que roubam Direitos :
estes são os reis, os presidentes... )

Tu, tuiuiú és um ser
construído pelo homem de estudo
ou homem de ciência
para objeto de estudo
e vários são estes objetos que és
aos quais o homem te impõe o ser
que é uma posição no conceito
em língua geométrica que te desenha
pela mão dos Rugendas e outros mestres assim artistas
e pelas concepções dos filósofos e cientistas
Assim és objeto de zoologia
de ornitologia, com o ser para ave : "Ave Maria!" ),
de fisiologia e anatomia
até de etnografia e etnologia
quando invades a cultura do homem
( entrarias como totem, se fosse o caso
ou brasão no caso dos reis
dos quais os estados de "Direito" usurparam o trono e a coroa
e consequentemente o brasão de armas
Nos estados de Direito o direito pereceu
ou ficou sendo propriedades de alguns
que tomaram posse do estado
pelo voto popular
ou sufrágio universal
pois dessas frases bonitas vivem os arrivistas
Estas frases os sustentam no poder perpétuo
"lulificado" no Brasil por Lula
- Lula da Silva que não saiu da selva
ou do alcance territorial do silvo da víbora
- a víbora bufadora
ou a víbora do Gabão
que o que é por lá é por aqui )

Há um inexistencialismo do tuiuiú
quando é ser
postulado como essência na zoologia ou ornitologia

Tu Tuiuiú sobre tudo voas (sobretudo!)
com tuas loas
à toa e à tona
e sobretudo acima da boa lâmina d'água da lagoa
( lagoa não magoa )
onde se planta a cana do bambu
por si própria plantada
quando no labor de lançar a semente ao vento ativo
juntando o esforço vegetativo ao eólico
a mover o moinho de vento que invento no vento
saindo dos foles e pistões
que tocam com os dedos
todos os ruídos e músicas
no martelo e bigorna dançantes
- dança com ossos ouvintes!
(Tu tuiuiú és água
- água de corredeira....
tu, tuiuiú...não és mágoa )

Tu tuiuiú vais
aonde a canoa desliza sua loa
a loa da canoa em Samoa
Vá passar em vôo raso à lâmina d'água
por onde se esconde a boa cobra constritora! Vá!
- Vá aonde fica emboscada a boa ou jibóia ("Boa constrictor" )
que no idioma tupi bóia sub-laminar
com nome de sucuri-amarela ( "Eunectes notaeus")
- sucuri do paul mato grossense
( Sucuri é vocábulo tupi
cuspido pela língua tupi
- idioma que a língua sensível da serpente saboreia com enzima
co-enzima
porquanto a língua da serpente
é um instrumento preciso de caça e pesca
e captação do mundo circundante
dentro da circunferência ou círculo ou incidência de sabedoria da cobra
que não sabe a sal
senão ao sal que prova nas presas
- nas vítimas agonizantes
no amplexo para outro tipo de sexo
- para o tipo de sexo que alimenta o sexo e a prole
e nutre os genes da serpente )

Tu tuiuiú és já jaburu ou jabiru
consoante a enzima na língua tupi
seja para te provar o sabor
ou temperar o pensamento com o vocábulo
que diz do tupi linguístico
mas não filológico
porque não tem tupi escrito
não há tupi em história
senão conto oral
lenda de boca em boca
que povos de lenda não são povos de mitos
são povos sem poesia escrita
sem histórias de histórias
dissertações doutas
pensamento e literatura erudita
cultura erudita
de gregos e latinos
senhores do mundo sábio
e do mundo do conhecimento
que ainda lhes pagam tributos de senhorio
( o latim frio e científico de Lineu
nem sempre diz do bicho
senão o que descreve o zoólogo
fundado em corpo anatômico
e a dança que este corpo pratica ao viver
mas não tem a enzima na língua morta
para dizer da vida do jaburu
como o diz o aborígine
que convive com o tuiuiú
no brejo fumegante
se há queimada ou coivara
e corre a capivara
de fogo que não é fogo-fátuo)

Tu tuim túrgido tuiuiú
tuim-de-papo-vermelho
Tu tuim tuim-de-papo-vermelho tuiuiú
urubu quase-quase urubu mas não urutu tu serias
tu, tuiuiú já jabiru já jaburu
já a jato sem jato
pelo mato grosso
que enche o papo vermelho
de frugal alimento da mata
do mato grosso
Quem sabe quiçá Goiás?
Tu tuim tuiuiú és pantanal
és ave de paul
palustre pernalta
ave de água
aquática e aquífero ser
em todas as águas e asas sobre águas rasas
Plantado estás na raiz quádrupla ou cúbica dessas águas quedas e mudas
( águas de paul que podem ser até mefíticas)
em consequência do miasma )
na radicação sob a radiação solar
em radical raio aberto nas águas que movem as asas
em "pi" radiano
- águas que fazem viver o animal com motor nas asas
moto contínuo
até a energia sair da quadratura do círculo

Tu tuiuiú já jabiru e tuim
tuim que és de papo vermelho
cuja cabeça-seca chama o "Jabiru mycteria"
( o latim não tem miséria
tem "miseria" que é etimologia
palavra ou voz de onde vem a miséria
evidentemente em conceito fonado e grafado )
Jabiru ou jaburu é outro nome tuiuiú
do jabiru em latim
e não mais no tupi cuspido escarrado inculto
longe da escarradeira ( antigo objeto ou artefato de luxo
- luxo de antanho no lixo de Santo Antão
a um quadro Dali )

Tu tuiuiú, ave ciconiforme,
cujo bico é o "cico" que muda de forma
conforme o "grude " ou hábitos alimentares
ou o olho de pirata piscando no leitor
na língua que fala
no idioma que canta a pernalta
mas não a descreve graficamente
nem em signos linguísticos ou geométricos
com os símbolos a ferir os significados
ou acrescer acepções
No latim científico
há a leitura e escrita do tuiuiú
então com a denominação "Jabiru mycteria"
sendo a família dessas aves oriunda das águas dos "Ciconiidae"
família "Ciconiidae"
pingando dois "is"
no corpo anatômico do vocábulo
que então pode voar fisiológico aos olhos dos ornitólogos
e na concepção de qualquer língua vernacular
que poderá dizer da ave em sua lógica sintática
depois de passar pelo latim nada vulgar
eivado de declinações que foram declinando na voz do povo
e no furo do ovo
por não mais exprimirem o que é necessário
e não as filigranas de ourivesaria e ourives
que ficaram no museu atuante do Direito
cujo mister é viver sob o antigo
( Vida jurídica é vida antiga
- o Direito é um antiquário
uma casa de sebo
uma loja de vender objetos e concepções caducas
- há muito decadentes
Os dentes de Tiradentes
estão ali expostos
ou sua dentadura
junto à cabeça de lampião, o cangaceiro célebre :
o herói das sagas no sertão
reencarnado em signos e símbolos por Guimarães Rosa
o poeta épico do Brasil
Trágico complexo em Diadorim! )

( Os pingos dos "ii" no latim
designam geralmente o nome de família "animalia" nos "iis" pingados
quando Deus levou Lineu a nomeá-los em língua de legião romana
dos anjos soldados que criaram a maior empresa do planeta
- a empresa que é o Império de Roma a Loma Linda
de Albalonga na Itália a Loma Linda na Califórnia
caminha o empório-império de Roma
que fundou a empresa e empório do soldado
que fez e faz e desmancha impérios de soldados )

Tuiuiú pernalta de pescoço nu
preto no anu-preto
( que negro e roufenho é o canto em cor do anu-preto
canto incolor
desta minha ave-símbolo
- ave símbolo de mim
ou longe de mim! )
Jabiru de papo nu vermelho
( tuiuiú por que tuiuiú? )
Brancas plumas que carregam a alva
e pretas pernas pernaltas que ilustram a noite
nas madeixas negras a cintilar na cabeça da morena Berenice
na Cabeleira da Berenice
( Morena para adjetivar a mulher e tecer jargão na geologia
na terra e na água que engrossa o mato
onde o mato é Mato Grosso
na voz grossa do homem telúrico
- de voz grossa e coração puro como as águas livres
as águas eremitas que correm longe dos homens
- dos homens sem inteligência poética
sem Manuel Bandeira
ou Manoel de Barros

Tu, tuiuiú, saiba; aliás, não saberás que :
o ornitólogo te olha
o poeta te ama
o zoólogo estuda-te e se esquece enquanto animal ( "animalia!")
o taxionomista te classifica
o filósofo te pensa
põe a "tese" do ser em ti
faz-te ontologia
o latinista te viu
porquanto há talhado em conceito o nome "jabiru"
que pode ser provado num latim
não sei se pós-Roma
ou de que macarrão italiano
se pagão ou cristão
mas há que há um jaburu descrito no latim
que viajou mundo com suas legiões romanas em sintaxe
sempre a guerrear e espargir as cinzas da semiologia
pelas diversas culturas autóctones
por onde passou a cultura de Roma no latim
que depois levou a Bíblia na vulgata

Tu tuiuiú tuim "jabiru mycteria"
filho de três línguas
dois vernáculos
és ave de longo bico preto
ave que abre a envergadura nas asas dos olhos
que olham a ti tuiuiú
- és um "tu" volante
"jabiru mycteria" de beleza exuberante
conquanto a palavra jaburu diga do feio e desajeitado ser
és uma iluminura tipo as medievais
para os olhos e a mão do artista contemplativo
na beleza do poeta que voa em ti tuiuiú
e cujo vôo abre os olhos para a alva grafada nas penas
e a noite de anum pernalta nas pernas
que plantam a raiz quádrupla em terra
e na água que move os motores da vida
por dentro e por fora das aves
que então voam e navegam naves
( Aves são naves suaves
e naves são : "ave Suástica!"
- um tipo de cumprimento febricitante
para soldados em guerra )

Ui! tuiuiú
tu que és o tu
o tu meu
- o meu "alter ego" ou eu nas águas
com asas e rêmiges
sobre as águas em que nado imagino que nadas também
( não sei se nada o jaburu
pois sei de raso o jabiru
apenas que em corpo e penas é tuiuiú
- tuiuiú que dá o tom do tu discursivo
e faz ouvir a toada das águas
quando há toada das águas em torrente quente espumante
soantes sonantes e consoantes
ou o silêncio de selênio dos pauis
- do paul da garça
e assustadiça saracura do brejo
que se sacode magra
e com as penas longas e finas
a pisotear e molhar brejo
nas almas do caboclos )

Tu que és o tu do tuiuiú
és a vida em água e terra em mim e ti
- tu e eu tuiuiú somos
voamos amamos e vivemos
por mim e por ti
através da ponte interativa do tu e do eu
no tu do tuiuiú e eu meu
que ego sou ou ego carrego
como um corcunda de Notre-Dame às costas
( o ego pesa e essa gravidade faz a corcova
que não é a do dromedário
nem tampouco do indivíduo em idade provecta
- o macróbio ou Ancião dos Dias )
És enfim todos os tu fora da geometria que desenha o tuiuiú
em outro ser de terra e água
outro ego em Adão contra o qual faço guerra por terra e água
e em Eva que amo para tirar terra e água do ventre dela
na girândola dos demônios Íncubos e Súcubos
que amam e batalham nos homens
sempre plantados na terra da guerra declarada a Adão
pelo amor devotado à Eva
e mormente a Lilith
senhora dos desejos carnais
- senhora dos carnavais
desde antiguidade pagã
arfar com afã
no interlúdio sexual
único interlúdio prazeroso da vida
que se torna doloroso
ao nascer o rebento
que sempre é Cristo
e sempre será crucificado
pela via "crucis" que a vida põe até na mais humilde crucífera
que tange o chão
beijando o rés-do-chão
a fonte da erva daninha ou bonina
verdura ou fruta ao rás do chão
melancia sem correspondente enzima no corpo humano
mas eivada ou grávida de melanina
( ou o nome não foi posto "em tese" pela melanina
substância spinozista que dá a cor à polpa da melancia
fruta fresca esparramada languidamente pelo chão do sertão
tão procurado pelo luar dos poetas?! )

Tuiuiú, tuiuiú
tu és água
e desta água farei meu poema!
Tu, tuiuiú, és água
e sobre esta água erguerei uma poesia aquática!
uma ave pernalta e um paul por baixo do vôo
pois água é alma
alma é vida
que se bifurca no latim cristão e pagão
em alma do outro mundo
e alma presente neste mundo
- que é a água
a alma presente no mundo atual
no mundo que atua junto ao homem então vivo
então transbordante de água
por dentro e por fora
no suor e no sangue!
... e o tuiuiú que voa
voa em água benta
pela igreja da natureza
- é a água que o faz voar
e me faz viver
- é a alma do latim que anima
"anima" muito o animal
que pode ser inseto no latim
Amém

quinta-feira, 26 de maio de 2011

HALO, MIXÓRDIA, TAPUME, EVOLAR, ANFITEATRO (wikcionario anfiteatro wikcionario )


Quão bela eras tu com tua boneca!
- quão bela menina!
( quão bela é a menina!
- toda menina!
em sua paixão infantil!
sem o homem por perto
a arruinar o sopro do vento no moinho de vento do nariz
pintado no cavalete do menino Van Gogh
ao longo da linha do vento no moinho e no moleiro...
- este artista sublime que cheirou a tragédia pelos moinhos de vento
pelo pelo no pelo do nariz do moleiro
e da ave do mesmo nome
que sabe às intempéries
Oh! mandrião!...procelárias... na procela...)

Quão bela eras!
- Eras de uma beleza apenas vista sutilmente
nos traços e cores simples de Joan Miró
quando o artista olha e põe o mundo em traços e cores
no rascunho da eternidade!...
Quando o pintor tira o mel da luz dos olhos
e põe pelas mãos na pintura
na tinta de mel e luz mesclada
Pelas mãos! e não pelos pés descalços em carmelitas
a descer a escada do céu
envolta a visão em um anil-Miró...
mirado e remirado
num halo de anil Joan Miró
que quando anoitece vira anum
pelo céu da bruxa
em mixórdia com o negrume do anum
tapume de sol
com a mulher perdida dentro das trevas da noite
nas penas capitais do anum
negro feito a morte
- a morte que apaga a luz no carvão
após apagar a brasa
no silêncio do cigarro
que se evola...
com a tragédia escorrendo para dentro
do coração da mulher
enquanto uma personagem em noite de Joan Miró
porquanto o senso trágico da existência
não é exclusivo dos gregos e de Nietzsche
A tragédia é encenada dentro do anfiteatro da noite
Noite fria em penas de anum
lua falciforme negra
similar à cimitarra
curva qual adaga longa
com um carrasco na jugular
e um verdugo cuidando da cervical
na tragédia e rito de execução do sentenciado
( Todos somos condenados
por crimes que inventaram
os senadores do crime
em sua senectude )

Teu corpo de menina distraída
inclinado para a boneca
que colocavas carinhosamente e cuidadosamente no carro!...
- no carrinho cor-de-rosa
que empurravas pela casa fora...
Feliz, de uma felicidade quieta e silente
em surda emoção

Posteriormente tu passaste a puxar o carrinho pela mão
graças ao cordão que amarrei no brinquedo rosado
- com todo o carinho de um pai encantado!...:
quando e enquanto o tempo não era de pedra
mas de água... doce água
- água doce de arroio até na cerveja!

O mundo e o tempo parava então
quedo e mudo te assistindo
outrossim encantado
enquanto brincavas imersa naquele sonho etéreo
Então o espaço deixava de girar com grânulos de poeira
os quais tem o condão de tecer uma cortina para fantasmas no ar
de ar e pó e teias de aranhas semi-arrancadas dos vãos
que o espaço e o tempo abria em clarabóia
para a luz participar do momento lúdico...
envolto eternamente no casulo protetor do tempo
que já criou outras meninas
assim tão felizes de se ver!
( O tempo envolve o ser humano
em uma crisálida de pedra
num fóssil que aguarda a ressurreição dos mortos
porque o homem não quer morrer
não quer deixar o tempo vazio de si
de sua notação musical )

Tudo acontecia quando tu te inclinavas
para teu carinho róseo
e tua boneca amada!
- Era outra Era geológica!....
de tão longe que ficou aquele tempo...

Acho que se passaram eras
- Eras geológicas se passaram pelo tempo depois disso!...
empós esses atos teus
alheios ao geólogo
à geologia à mineralogia gemologia metalurgia...

Ai! como esses atos teus
marcaram indelevelmente a terra
as ervas sobre a terra
a vida vegetal
o planeta e o cosmos!
- e ao meu coração
que é mais importante
que todas as Eras Glaciais
todas as Eras geológicas!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

FILOSOFIA, MITOLOGIA E LITERATURA (wikcionario, wikipedia wik wapedia wiki )

O conhecimento vem da filosofia, não da ciência, que é saber e não
conhecer. Saber é provar, o saber ou sabedoria constituiu prova ou
provas no mundo empírico, mundo passo pelos sentidos, fenomênico ; já
o ato de conhecer, o ato de conhecimento, só usa o saber na hora da
prova, no momento-prova, insta pela prova, mas prescinde dela, porquanto o
conhecimento está prenhe no discurso, nas palavras, conceitos,
axiomas, princípio da razão suficiente, etc. É, enfim, o conhecimento
humano, um universo de palavras, de signos e símbolos, frases,
equações, um universo erudito, concernente ao social e, evidentemente,
ao cultural. Os animais sabem mais que os homens, tem uma
inteligência voltada integralmente para o saber, a sabedoria do mundo
: inteligência para a terra, inteligência Gaia, Gaia ciência, diria
Nietzsche.
O doutor é o douto em filosofia; e são poucos: Aristóteles, Kant,
Espinoza, Shopenhauer... que defendem ( ainda!) uma posição ( tese)
originária. Defenderem um ser originário, pois a tese é a posição no
mundo (no topos ou lugar onde se finca o ser ou posição. uma espécie
de território inteligente, da inteligência).
A tese ou posição ou o ser que o homem enquanto filósofo constrói ou
põe no mundo ( tese, por no lugar, topos, topologia, toponímia).
A
maioria é doutor simbólico, tem o título, mas não é douto, mas apenas um papagaio a
repetir o que colocou ( pôs o ser, a tese, a posição única, originária
em si) o douto ( filósofo) no mundo.Ser douto é um fato resultando de
inúmeros atos individuais, do somatório final desses atos. Não há
outro douto que não seja o filósofo ; há um sábio natural, que é uma
espécie de "douto" natural e cultural, que é o poeta, uma espécie
vegetal ou vegetativa do filósofo; o poeta é um ser de saber e
conhecer em mixórdia, o iniciador do discurso e da filosofia sob as
fomas da mitologia e religião, que é o mesmo, a lenda, a fábula, a
sátira, enfim, um filósofo poeta ou um filósofo artista.
Todos sabem, mas poucos conhecem ou descobrem o conhecimento ou sequer
"sabem" o que é o conhecimento que, quando aplicado pelas técnicas, se
mescla ao saber, ato humano e animal, ato centauro, ato de centauro ou
assim bem simbolizado, alegorizado, fabulado, mitologizado.
O
conhecimento é apanágio o homem; o animal possui o saber, usufrui da
sabedoria do mundo; aliás, essa inteligência animal é superior, nos
sentidos, que é a do homem, cujos sentidos forma mitigados no ato de
construir o conhecimento, que é metafísico, anterior á própria
ciência, é filosofia, em seus vários esgalhos como a ontologia, ética,
noética, poética, epistemologia, teologia, etc.
O saber ou sabedoria
( lamber o sal ) é universo do animal, que também convive no corpo
anatômico e fisiológico do homem; porém, o conhecimento é ato de
centauro : ato na mixórdia entre o homem e o animal que o forma
fisicamente. O homem, que ele é, no ser alienado do filósofo, forma-o
metafisicamente, filosoficamente, a la grega, pois não há qualquer
filosofia fora da tradição grega que chega a Kant e Marx e continua
até Gustavo Bueno em seu "Animal Divino", que Bueno é um animal
divino. Simploké!
O conhecimento avança lentamente arraigado na tradição dos mestres,
sábios que repassam o conhecimento ou filosofia ou metafísica dos seus
mestres, os doutos, os filósofos, sempre à moda grega, pois não há
outra maneira ( não há uma filosofia chinesa, como costumam
inadvertidamente dizer os papalvos : um mestre passa ao
discípulo um conhecimento ( a tese, o ser ) que, ao se tornar douto, e
não meramente mestre ( o mestre apenas repassa, repete, não cria o
ser, embora na arte chamam equivocadamente de mestre os doutos
criadores, os filósofos da arte como Picasso, Kandinsky, Paul Klee,
Miró, Rodin, Mozart, etc.).
A filosofia só trata e conhece a essência, pois a filosofia é o
conhecimento, e o conhecimento do homem é o conhecer a essência, que é
o ser que o homem conhece : o ser é o saber do homem, mas,
paradoxalmente, não é saber, mas conhecimento. A filosofia é o
conhecimento; o conhecimento é conhecimento de essência, ou seja, do
ser, do objeto posto ou lançado no mundo lá fora pelo homem, que o
lança pelos sentidos como um objeto e o capta pelos sentidos como
outro objeto; posteriormente põe (ser) interiormente um terceiro
objeto (outro ser, ser interno ou interior, se racional, razão,
inteligência).
Todo saber da ciência e sua mão, a técnica ou tecnologia ( que vem em
linguagem matemática, algébrica) é conhecimento filosófico, porquanto
não há conhecimento científico, mas saber científico, uma vez que o
conhecimento é originário na filosofia, não nas artes o fazeres, que
utilizam o conhecimento.
Fazeres estão vinculados intimamente aos saberes e profundamente ao
conhecimento. Por isso chamam aos artistas de mestres e não de doutos,
porque os doutos mexem mais com o discurso, onde está o ser mais
visível, por assim dizer, enquanto nas artes há mais o fazer, o ato
nem discurso, com o conhecimento por função, mas com a ação ou o ato
manifesto. Em geral, os artistas e técnicos ( engenheiros)
aplicam o conhecimento provado pelo saber, depois que os doutos ou
filósofos profundos criam a possibilidade do conhecimento, ou põem o
conhecimento no ser posto, no ser, sendo o ser mera invenção humana,
invenção da filosofia para dar base ao conhecimento, dar-lhe um
princípio de razão suficiente para conhecer, jamais para saber, que o
saber encontra a coisa nos sentidos, enquanto o conhecimento
paradoxalmente ignora a coisa e cria em sue lugar um instrumento que
conceitua e capta a coisa, que é o objeto. objeto de ciência ou de
concepção da coisa, que Kant e Spinoza denominam coisa em si, ou seja,
substância livre, "causa sui" ( causa de si, auto-causadora ) , na
metafísica fundamental de Spinoza.
O ser é o discurso com sujeito e objeto, ou predicado, sendo ambos,
paradoxalmente, objetos e sujeitos, pois o que os separa é a tensão;
justo a tensão de que são feitos : sujeito e objeto é matéria ou
energia ( ambas) que possibilitam-se pela tensão e que existem ou são
essência ( ser do homem, ser posto pelo homem filósofo no mundo
natural e social).
A tensão faz tudo que conhecemos e sabemos e,
portanto, está nos dois pólos, que dividimos para entender ou dominar,
conforme seja Maquiavel, o filosofo aplicado pelo saber politico, ou
Aristóteles, o filósofo para o conhecimento.
O ser, a filosofia e o discurso são imagináveis divisões do mesmo ato,
que se faz : fato, ato a ato.
Nunca é demais lembrar que a filosofia descende da literatura que, no início, é história em mitologia, ou sob a forma de mitologia.

NATUREZA DO TUIUIÚ NA FILOSOFIA, MITOLOGIA, LITERATURA E LATIM (wikcionario wikipedia )

Tu, Tuiuiú que és,
- és objeto de olhos
( olho gordo
olho que tudo vê
olho com tampão de pirata...)
os quais te observam de todos os ângulos
de todos os seno e co-senos
falam de ti no balanço das ondas senoidais
que se balançam no ar
na dança da deusa eletromagnética
que se imagina no rádio e na televisão
e no micro-computador pela internet
banda larga asa larga em envergadura de tuiuiú

Tu, tuiuiú pousado
pescador à beira da loucura de paul
( paul de tuiuiú
ou tuiuiú de paul )
símbolo do estado do Mato Grosso
ave-símbolo do pantanal matogrossense...
( Mas o que é o Mato Grosso?
- O Mato Grosso é o homem
que cavou uma etnia topográfica
topológica toponímica
uma etnia telúrica
que veio da terra
e de outras plagas
até pousar ali no Mato Grosso
ao lado do jabiru
desbravando o território
conquistando a terra
constituindo o território
até que venha o estado de Direito
e tome por força irresístivel de lei
de todos os homens que ali estavam de posse do território
tudo o que o homem da terra conquistou por Direito
na guerra eterna do homem contra o homem
no velho dizer ou constatar de Hobbes no Leviatã
monstro eterno que dorme e acorda no homem
Há os homens que roubam ou furtam objetos, coisas...:
estes são os ladrões, os latrocidas....
e aqueles que roubam Direitos :
estes são os reis, os presidentes... )

Tu, tuiuiú és um ser
construído pelo homem de estudo
ou homem de ciência
para objeto de estudo
e vários são estes objetos que és
aos quais o homem te impõe o ser
que é uma posição no conceito
em língua geométrica que te desenha
pela mão dos Rugendas e outros mestres assim artistas
e pelas concepções dos filósofos e cientistas
Assim és objeto de zoologia
de ornitologia, com o ser para ave : "Ave Maria!" ),
de fisiologia e anatomia
até de etnografia e etnologia
quando invades a cultura do homem
( entrarias como totem, se fosse o caso
ou brasão no caso dos reis
dos quais os estados de "Direito" usurparam o trono e a coroa
e consequentemente o brasão de armas
Nos estados de Direito o direito pereceu
ou ficou sendo propriedades de alguns
que tomaram posse do estado
pelo voto popular
ou sufrágio universal
pois dessas frases bonitas vivem os arrivistas
Estas frases os sustentam no poder perpétuo
"lulificado" no Brasil por Lula
- Lula da Silva que não saiu da selva
ou do alcance territorial do silvo da víbora
- a víbora bufadora
ou a víbora do Gabão
que o que é por lá é por aqui )

Há um inexistencialismo do tuiuiú
quando é ser
postulado como essência na zoologia ou ornitologia

Tu Tuiuiú sobre tudo voas (sobretudo!)
com tuas loas
à toa e à tona
e sobretudo acima da boa lâmina d'água da lagoa
( lagoa não magoa )
onde se planta a cana do bambu
por si própria plantada
quando no labor de lançar a semente ao vento ativo
juntando o esforço vegetativo ao eólico
a mover o moinho de vento que invento no vento
saindo dos foles e pistões
que tocam com os dedos
todos os ruídos e músicas
no martelo e bigorna dançantes
- dança com ossos ouvintes!
(Tu tuiuiú és água
- água de corredeira....
tu, tuiuiú...não és mágoa )

Tu tuiuiú vais
aonde a canoa desliza sua loa
a loa da canoa em Samoa
Vá passar em vôo raso à lâmina d'água
por onde se esconde a boa cobra constritora! Vá!
- Vá aonde fica emboscada a boa ou jibóia ("Boa constrictor" )
que no idioma tupi bóia sub-laminar
com nome de sucuri-amarela ( "Eunectes notaeus")
- sucuri do paul mato grossense
( Sucuri é vocábulo tupi
cuspido pela língua tupi
- idioma que a língua sensível da serpente saboreia com enzima
co-enzima
porquanto a língua da serpente
é um instrumento preciso de caça e pesca
e captação do mundo circundante
dentro da circunferência ou círculo ou incidência de sabedoria da cobra
que não sabe a sal
senão ao sal que prova nas presas
- nas vítimas agonizantes
no amplexo para outro tipo de sexo
- para o tipo de sexo que alimenta o sexo e a prole
e nutre os genes da serpente )

Tu tuiuiú és já jaburu ou jabiru
consoante a enzima na língua tupi
seja para te provar o sabor
ou temperar o pensamento com o vocábulo
que diz do tupi linguístico
mas não filológico
porque não tem tupi escrito
não há tupi em história
senão conto oral
lenda de boca em boca
que povos de lenda não são povos de mitos
são povos sem poesia escrita
sem histórias de histórias
dissertações doutas
pensamento e literatura erudita
cultura erudita
de gregos e latinos
senhores do mundo sábio
e do mundo do conhecimento
que ainda lhes pagam tributos de senhorio
( o latim frio e científico de Lineu
nem sempre diz do bicho
senão o que descreve o zoólogo
fundado em corpo anatômico
e a dança que este corpo pratica ao viver
mas não tem a enzima na língua morta
para dizer da vida do jaburu
como o diz o aborígine
que convive com o tuiuiú
no brejo fumegante
se há queimada ou coivara
e corre a capivara
de fogo que não é fogo-fátuo)

Tu tuim túrgido tuiuiú
tuim-de-papo-vermelho
Tu tuim tuim-de-papo-vermelho tuiuiú
urubu quase-quase urubu mas não urutu tu serias
tu, tuiuiú já jabiru já jaburu
já a jato sem jato
pelo mato grosso
que enche o papo vermelho
de frugal alimento da mata
do mato grosso
Quem sabe quiçá Goiás?
Tu tuim tuiuiú és pantanal
és ave de paul
palustre pernalta
ave de água
aquática e aquífero ser
em todas as águas e asas sobre águas rasas
Plantado estás na raiz quádrupla ou cúbica dessas águas quedas e mudas
( águas de paul que podem ser até mefíticas)
em consequência do miasma )
na radicação sob a radiação solar
em radical raio aberto nas águas que movem as asas
em "pi" radiano
- águas que fazem viver o animal com motor nas asas
moto contínuo
até a energia sair da quadratura do círculo

Tu tuiuiú já jabiru e tuim
tuim que és de papo vermelho
cuja cabeça-seca chama o "Jabiru mycteria"
( o latim não tem miséria
tem "miseria" que é etimologia
palavra ou voz de onde vem a miséria
evidentemente em conceito fonado e grafado )
Jabiru ou jaburu é outro nome tuiuiú
do jabiru em latim
e não mais no tupi cuspido escarrado inculto
longe da escarradeira ( antigo objeto ou artefato de luxo
- luxo de antanho no lixo de Santo Antão
a um quadro Dali )

Tu tuiuiú, ave ciconiforme,
cujo bico é o "cico" que muda de forma
conforme o "grude " ou hábitos alimentares
ou o olho de pirata piscando no leitor
na língua que fala
no idioma que canta a pernalta
mas não a descreve graficamente
nem em signos linguísticos ou geométricos
com os símbolos a ferir os significados
ou acrescer acepções
No latim científico
há a leitura e escrita do tuiuiú
então com a denominação "Jabiru mycteria"
sendo a família dessas aves oriunda das águas dos "Ciconiidae"
família "Ciconiidae"
pingando dois "is"
no corpo anatômico do vocábulo
que então pode voar fisiológico aos olhos dos ornitólogos
e na concepção de qualquer língua vernacular
que poderá dizer da ave em sua lógica sintática
depois de passar pelo latim nada vulgar
eivado de declinações que foram declinando na voz do povo
e no furo do ovo
por não mais exprimirem o que é necessário
e não as filigranas de ourivesaria e ourives
que ficaram no museu atuante do Direito
cujo mister é viver sob o antigo
( Vida jurídica é vida antiga
- o Direito é um antiquário
uma casa de sebo
uma loja de vender objetos e concepções caducas
- há muito decadentes
Os dentes de Tiradentes
estão ali expostos
ou sua dentadura
junto à cabeça de lampião, o cangaceiro célebre :
o herói das sagas no sertão
reencarnado em signos e símbolos por Guimarães Rosa
o poeta épico do Brasil
Trágico complexo em Diadorim! )

( Os pingos dos "ii" no latim
designam geralmente o nome de família "animalia" nos "iis" pingados
quando Deus levou Lineu a nomeá-los em língua de legião romana
dos anjos soldados que criaram a maior empresa do planeta
- a empresa que é o Império de Roma a Loma Linda
de Albalonga na Itália a Loma Linda na Califórnia
caminha o empório-império de Roma
que fundou a empresa e empório do soldado
que fez e faz e desmancha impérios de soldados )

Tuiuiú pernalta de pescoço nu
preto no anu-preto
( que negro e roufenho é o canto em cor do anu-preto
canto incolor
desta minha ave-símbolo
- ave símbolo de mim
ou longe de mim! )
Jabiru de papo nu vermelho
( tuiuiú por que tuiuiú? )
Brancas plumas que carregam a alva
e pretas pernas pernaltas que ilustram a noite
nas madeixas negras a cintilar na cabeça da morena Berenice
na Cabeleira da Berenice
( Morena para adjetivar a mulher e tecer jargão na geologia
na terra e na água que engrossa o mato
onde o mato é Mato Grosso
na voz grossa do homem telúrico
- de voz grossa e coração puro como as águas livres
as águas eremitas que correm longe dos homens
- dos homens sem inteligência poética
sem Manuel Bandeira
ou Manoel de Barros

Tu, tuiuiú, saiba; aliás, não saberás que :
o ornitólogo te olha
o poeta te ama
o zoólogo estuda-te e se esquece enquanto animal ( "animalia!")
o taxionomista te classifica
o filósofo te pensa
põe a "tese" do ser em ti
faz-te ontologia
o latinista te viu
porquanto há talhado em conceito o nome "jabiru"
que pode ser provado num latim
não sei se pós-Roma
ou de que macarrão italiano
se pagão ou cristão
mas há que há um jaburu descrito no latim
que viajou mundo com suas legiões romanas em sintaxe
sempre a guerrear e espargir as cinzas da semiologia
pelas diversas culturas autóctones
por onde passou a cultura de Roma no latim
que depois levou a Bíblia na vulgata

Tu tuiuiú tuim "jabiru mycteria"
filho de três línguas
dois vernáculos
és ave de longo bico preto
ave que abre a envergadura nas asas dos olhos
que olham a ti tuiuiú
- és um "tu" volante
"jabiru mycteria" de beleza exuberante
conquanto a palavra jaburu diga do feio e desajeitado ser
és uma iluminura tipo as medievais
para os olhos e a mão do artista contemplativo
na beleza do poeta que voa em ti tuiuiú
e cujo vôo abre os olhos para a alva grafada nas penas
e a noite de anum pernalta nas pernas
que plantam a raiz quádrupla em terra
e na água que move os motores da vida
por dentro e por fora das aves
que então voam e navegam naves
( Aves são naves suaves
e naves são : "ave Suástica!"
- um tipo de cumprimento febricitante
para soldados em guerra )

Ui! tuiuiú
tu que és o tu
o tu meu
- o meu "alter ego" ou eu nas águas
com asas e rêmiges
sobre as águas em que nado imagino que nadas também
( não sei se nada o jaburu
pois sei de raso o jabiru
apenas que em corpo e penas é tuiuiú
- tuiuiú que dá o tom do tu discursivo
e faz ouvir a toada das águas
quando há toada das águas em torrente quente espumante
soantes sonantes e consoantes
ou o silêncio de selênio dos pauis
- do paul da garça
e assustadiça saracura do brejo
que se sacode magra
e com as penas longas e finas
a pisotear e molhar brejo
nas almas do caboclos )

Tu que és o tu do tuiuiú
és a vida em água e terra em mim e ti
- tu e eu tuiuiú somos
voamos amamos e vivemos
por mim e por ti
através da ponte interativa do tu e do eu
no tu do tuiuiú e eu meu
que ego sou ou ego carrego
como um corcunda de Notre-Dame às costas
( o ego pesa e essa gravidade faz a corcova
que não é a do dromedário
nem tampouco do indivíduo em idade provecta
- o macróbio ou Ancião dos Dias )
És enfim todos os tu fora da geometria que desenha o tuiuiú
em outro ser de terra e água
outro ego em Adão contra o qual faço guerra por terra e água
e em Eva que amo para tirar terra e água do ventre dela
na girândola dos demônios Íncubos e Súcubos
que amam e batalham nos homens
sempre plantados na terra da guerra declarada a Adão
pelo amor devotado à Eva
e mormente a Lilith
senhora dos desejos carnais
- senhora dos carnavais
desde antiguidade pagã
arfar com afã
no interlúdio sexual
único interlúdio prazeroso da vida
que se torna doloroso
ao nascer o rebento
que sempre é Cristo
e sempre será crucificado
pela via "crucis" que a vida põe até na mais humilde crucífera
que tange o chão
beijando o rés-do-chão
a fonte da erva daninha ou bonina
verdura ou fruta ao rás do chão
melancia sem correspondente enzima no corpo humano
mas eivada ou grávida de melanina
( ou o nome não foi posto "em tese" pela melanina
substância spinozista que dá a cor à polpa da melancia
fruta fresca esparramada languidamente pelo chão do sertão
tão procurado pelo luar dos poetas?! )

Tuiuiú, tuiuiú
tu és água
e desta água farei meu poema!
Tu, tuiuiú, és água
e sobre esta água erguerei uma poesia aquática!
uma ave pernalta e um paul por baixo do vôo
pois água é alma
alma é vida
que se bifurca no latim cristão e pagão
em alma do outro mundo
e alma presente neste mundo
- que é a água
a alma presente no mundo atual
no mundo que atua junto ao homem então vivo
então transbordante de água
por dentro e por fora
no suor e no sangue!
... e o tuiuiú que voa
voa em água benta
pela igreja da natureza
- é a água que o faz voar
e me faz viver
- é a alma do latim que anima
"anima" muito o animal
que pode ser inseto no latim
Amém

domingo, 22 de maio de 2011

EXISTENCIALISMO, INEXISTENCIALISMO CÉTICO : SARTRE, HEIDEGGER, NIETZSCHE, ARISTÓTELES...

Os Estados Unidos não existe como pessoa real; não tem existência
enquanto pessoa real, natural. Trata-se de uma essência do pensamento,
da metafísica ( metaphysis) e não de uma existência, algo puramente físico, da
"Physis" grega. o pensamento de Aristóteles e toda a teologia
medieval, e toda a filosofia ou metafísica ou filosofia ocidental move-se nesse
espaço de tensão residual.
Outrossim, os Estados unidos é uma personagem do Direito
internacional, da economia global, globalizada, um ator ou atriz desse
universo político, geopolítico, um ente mental ou de razão, um ser
posto pelo homem : o ser que põe o pensamento no mundo sob diversas
formas ou idéias; enfim, os estados Unidos da América rica do Norte é uma
pessoa fictícia, embora haja um território, um governo, uma etnia ou
povo sob essa denominação ou assim nomeada, inteligido.Todavia, tal
ente é apenas um estado nominal e de relações abstratas e fáticas
construídas por indivíduos que, ao milhões, formam o que se chama
Estado, país ou nação, nome ou inteligência com que se denomina o
ente em questão, uma das inúmeras pessoas inexistentes ou inventadas :
um centauro mitológico como tudo o que caracteriza os produto do homem,
esse centauro mítico e real : meio a meio sobre o corpo do cavalo e do
homem.
Os Estados Unidos é apenas uma pessoa fictícia, uma personagem do
teatro grego ou romano do Direito, uma mera abstração da mente humana
que, evidentemente, não está no mundo natural, mas apenas no
social.É fauna e flora do Direito, mito, enfim, e, claro, rito, que
teatro é rito para alguns atos em sequência, sucessivos, temporais,
num determinado espaço exíguo, que contenha a finitude dos atos
humanos reais e a um tempo representados e representáveis.
Antes da pessoa ou personagem do Direito ( pessoa jurídica) houve no
teatro grego a persona, pessoa ou personagem ou pessoa que representava, o
ator, o em ato, ou "atual", o atuante, o que age no momento e nunca
antes do tempo, senão por ficção poética ou jurídica, ou outra ficção.
O ato humano de pensar e "conviver" com inexistências começa com Deus
ou os deuses. Chamemos de "inexistencialiasmo" teísta ou deísta.Quiçá
foi a idéia de um deus, uma ou muitas divindades que encetou todo o
pensar do homem, que o fez capaz de discernir entre a verdade e a
mentira, o real e o imaginário, enfim, o fundamento fundante de todo o
conhecimento, que é diverso do saber; o saber se funda nos sentidos : é
empírico.
No dizer de Aristóteles e dos teólogos medievos, vivemos em meio a
existências e inexistências, sendo as inexistências simples essências,
ou o nada, ou o ser, que é o nada em palavras que o homem nomeia,
interage intelectualmente. Enquanto seres e humanos estamos na
fronteira entre a essência ( o ser, o pensamento, a metafísica, que
somente se passa na mente humana, os conceitos, as palavras ) e a
existências : as coisas reais, naturais, os entes, os fenômenos.
A essência ou ser são inexistências, pessoas do discurso, pessoas
irreais, personagens fictícias, personagens ou pessoa s de história,
não naturais ou reais.Idealidades e não realidades.
O ser humano forja um mundo ou muitos mundos que não existem, um mundo
de essências que não tem qualquer existência : amor, religião, deus,
deusa, Direito, filosofia, poesia... enfim, tudo o que é humano,
demasiado...humano, disse Nietzsche. Nesse mundo de essência ou do ser
ou do pensamento ou do espírito ou da alma, ou da metafísica, ou da
filosofia,ou do Direito, ou no Estado de Direito ( ou não ) se abriga
e vive o homem e a mulher : e a sua prole.
O existencialismo, neste sentido, deveria ser denominado
inexistencialismo. Assim, o existencialismo de Sartre, Heidegger,
Nietzsche, seria antes um inexistencialismo ateu, cético.

CIENTISTAS POLÍTICOS, GEOPOLÍTICOS, JORNALISTAS, MÍDIA, INQUISIÇÃO COEVA...

Os estados de Direito coevos proíbem o que querem, armam emboscada e
invadem outros países e respectivos territórios sem aviso prévio para
cometer assassínio em nome da justiça, fazem leis que controlam até os
remédios que o consumidor pode comprar, alguns só com receita médica,
etc., enfim, tratam as pessoas como seus objetos ou escravos ou
servos, no caso dos servidores público, sob leis estritas e abusivas,
que regulamentam seu comportamento passo a passo.
Todavia, alguns escritores, doutores e cientistas políticos ou
geopolíticos sonham com o ideal, um estado ideal, idealizado, e com o
controle do poder,
esquecendo-se que o homem é um animal que,com poder, ou representando
o estado com todos os poderes e poderosos nas mãos, como títeres seus,
brinca de ser Deus ( ou é Deus em terra ) e fazem tudo o que podem
fazer; e pelo visto podem fazer tudo, que o povo ou opinião pública
está no controle sob mídia; os imbecis ou povos só respondem ou reagem
o que a mídia diz; como a mídia é dada aos idiotas, em geral, ou tem
sua censura velada com ameaças para os jornalistas inteligentes que,
não obstante serem livres em seu foro íntimo, só o são livres nesse
foro íntimo, pois têm que omitir, se não mentir ou distorcer fatos,
sob pena de serem queimados nas fogueiras das vaidades ( ou da
inquisição "coeva", avoenga).
Podem arguir que o estado laico é assim, não põe qualquer óbice ao
poder humano, mas os estados teocráticos ou divinos, se quiser, matam
mais, acendem fogueiras, cortam mão, matam por apedrejamento,
crucificação, enquanto o estado laico prefere a injeção letal, a
cadeira elétrica ou as forças armadas com Rambo e outros heróis,
capitães-Américas, quer sejam esses estados unidos, desunidos, laicos,
teocráticos, democráticos, republicanos ou que o sejam e que
denominação se lhe dêem, são comandados por homens e homens são feras,
são bichos, são animais, são bestas, não são Capitão América dos
quadrinhos ou o maluco e questionar de babugens do Homem-Aranha, com
seu quesitos pueris, juvenis e politicamente corretos, se há algo que
seja correto ou reto ou isento em política, ou se politicamente
correto é assassinar conforme os interesses eleitorais e outros
interesses escusos, ou proibir que o cidadão seja livre, orientando-o
como se ele fosse uma criança de colo, guiando-lhe o comportamento, a
nutrição, proibindo-o de fumar... enfim, uma infinidade de atos que
tornam o ser humano em coletividade mais imbecil e hipócrita e
prisioneiro do que já o é, porque a vida em comunidade tem seu custo e
custo-benefício, mas tem se tornado cada vez mais pesada a carga e
acanga do boi no gado, o jugo na jugular.
É intolerável ter que viver numa sociedade construída para idiotas e
imbecis, onde o que não for isso é proibido por lei. E ainda dizem ou
fazem repetir os papagaios idiotas e imbecis : "Dura lex sed lex",
como se a lei fosse tudo, fosse algo assim como uma deusa do estado,
para o povo, para subjugar o populacho, como era o Deus nacional de
israel e outras divindades de nações, com a manipulação dos quais como
títeres do estado ( o estado são os homens que o comandam e os que
obedecem, seus escravos), que o povo servil imaginava serem deuses
reais, e não símbolos para o poder, para dar poder absoluto e
opulência nababesca a alguns e escravidão e miséria à maioria leiga e
ignorante da realidade política-social.

sábado, 14 de maio de 2011

FILOSOFIA, LATIM, GREGO, GREGA, ARISTÓTELES, FILÓSOFO, ONTOLOGIA, METAFÍSICA

O termo "filosofia" é equívoco, não responde ao anseio da palavra ou do
que o vocábulo quer expressar. Exprime, na realidade, um tempo e não o
conceito; mitiga a inteligência do nome ( "nous"), como sói acontecer
com qualquer palavra em determinado tempo, que a marca com sua marca
indelével, com a qual marca os homens e o gado ou povo.
Amor á sabedoria não diz nada do conhecimento e confunde sabedoria
com conhecimento. A sabedoria é antes e mais presente nos sentidos do
animal que do homem civilizado, neste aspecto ex-animal ou animal
mitigado, mitificado, ritualizado, vestido e polido. Na realidade
deveria significar ou assinalar o amor ou a paixão ("pathos"), que amor
é termo cristão, do latim cristão ( amor é amor de Cristo em seu
ágape).
Quiçá os antigos, ao que parece, ninguém sabe direito isso, bem como
muitas outras coisas ilegíveis no tempo e no homem do tempo, mesmo com
a história para narrar e pensar tudo por escrito, pensassem em
sabedoria associada a sal, no sentido do que se prova, com língua, no
sentido metafórico e real, físico ( físico e metafísico), o que não é
improvável ou é possível.não é impossível e até verossímil, uma vez
que no latim o sal referia-se ao salário ou o pagamento ou soldo do
soldado, o que dá gosto a tal pensamento de que a sabedoria era
provada com a língua, com a escrita e com o social, o trabalho,
entrando como sal na economia do corpo, com o sal de cozinha, na alma
e no espírito, com a sabedoria da língua, e com o salário, na economia
do estado; enfim, em todas as economias. A terminologia para filosofia
seria ontologia.
O vocábulo ou voz antiga (a voz falada ou fonética no tempo, á época)
diz apenas do "pathos" da paixão que, posta na
"existência-inexistência" é arrazoada como "espanto" ( seria
ex-pathos"? ) ou pensar em tal voz antiga seria necessário a prova
fonográfica, conquanto não se tenha notícia do fonógrafo naqueles
tempos. O fonógrafo vem com a Revolução industrial inglesa, européia.
No que tange á voz ou vocábulo "metafísica", este nada diz em si, diz
apenas do que grafou um compilador de Aristóteles que, depois de
compilar a física, pôs, em sequência, a palavra metafísica, dando a
entender uma ordem numeral, referindo-se, outrossim, ao tempo, no "
depois da física", pois metafísica significa ou significava no antigo
idioma grego "depois da física", porquanto o compilador colocou nessa
ordem o pensamento do filósofo : primeiro a física (physis") e
posteriormente, seguindo a física : a "metafísica".
A palavra filosofia e metafísica não são apropriadas para dar a
inteligência do que se fala ou escreve com o termo. A palavra correta,
ou melhor , apropriada, ou que dá inteligência mais condizente com o
termo é : ontologia; esta a voz : ontologia; vocábulo que designa o
ato humano de conhecer ou conceber. Sim, ontologia, pois o homem, em
tudo o que capta com os sentidos e transforma com a razão, é
ontologia, ou seja, sem redundância cínica, um por o ser no mundo e o
retirar do mundo no processo fenomênico e o por dentro de si, no
pensamento, na razão, depois do trabalho dos sentidos.
O homem, assim, capta o ser, que é um ser ou algo não físico, mas
fenomênico, enquanto sob a égide dos sentidos e abstrato ou
inexistencial quando sob o crivo da razão, do juízo e outras
categorias aristotélicas-kantianas complexas. Complexa é a operação
do ser ou que produz o ser, porquanto o ser, do homem, ou que o homem
produz, é um produto contextualizado, com a tecnologia, visão e
superstições da época, ou seja, um ser manchado com o tempo, com a
tinta de época, enfim, um mero produto humano, quer dizer, algo
inventado e real a um só tempo e fundado sempre no mito ou invenção do
tempo, que é a forma humana de conhecer o espaço e de ler o espaço com
o contraditório, que é a sucessão na extensão.
O espaço é um conceito
de extensão e o tempo d sucessão num espaço; um não existe sem o
outro e, talvez a, ambos ou um dos dois inexiste enquanto fato, mas
exista apenas como ato do entendimento humano.
Todo estudo humano debruça-se sobre a manifestação do ser ou sua
produção. Ciência é essência ou ciência é o estudo sobre a essência,
que está encerrado no discurso, na língua, incomunicável com o mundo
estudado ou com a existente estudado, com a coisa estudada através da
essência do objeto e do método.
Os vocábulos filosofia e metafísica não dizem nada sobre o estudo ou
do objeto de estudo do homem : o ser, único objeto posto, nas suas
infindas formas, sob a base do discurso nominal ou numeral : os dois
"logos", as duas lógicas, as duas gramáticas ou semiologias e
semióticas do conhecimento.