segunda-feira, 13 de maio de 2013

CALEÇA(CALEÇA!) - glossário glossario



Após a posse dela
A pose dela
Com guedelha de estrela
A coma negra da Berenice
A contrastar com a vela
Da vela de branco alvar
Do veleiro de muito uivar
Em negro mar
Ululante no lobo
Lupino na alcateia
Vegetal no lúpulo
Procedimentar
No processo da procela
Que encapela o mar
De Omã...
Ó mar!
Oh! Mar!
De Omã
E de Sargaços!

Depois dela
Meu mundo mudou
mundano
Para um pó amarelo
Empós as alvoradas
Que somente foram alvas
Para as malvas
Dela alumiar
A lua
Que luta louca
Com vaga-lume
Em flor amarela
na lanterna
luzerna
flora amarela
Plantada em barras
Ou em levas
Que levas
Ao levante
Pós-Violeta
Letal
Que em Farol
De Alexandria
Amarelecia
Na pia
Noite
De escolhos
Sem escolha
Colho.

Empós a bela
mariposa amarela
De alelos genes
Sem leme
Ou manche
Que brigue à bolina
na Mancha
do manchego
A aspirar
A ser
em presença de tempo
galopante
grimpante
em andante
Cavaleiro
Andante.
Avante!

Pós-ela
O  cosmos demudou
Em cosmético
Mirante e  em mutação
na blusa amarela
que ela vestira
como se fora
bula papal
para minha leitura
exegética em amarelo  floral
exibida em terra e água
plantado  êxul
êxule  em geoglifo
petroglifada
hieroglifada
transcrita
em regra prescrita
ínsita nas águas santas
do São Francisco
rio à montante
indo
E à jusante
rindo
do que rio
a fio d’água
E espio
A espiã
Que me ama
Com mama
E teta
Sem treta.
Êta!

Dos  olhos dela
Em minha lapela
Capela radiante
Ficou da catedral.

Sob o sol
nos olhos dela
a cosmologia veio me transladar
em teogonia
e a demudar a cor
do meu latim
tinto
Tinte
Vinte
Vezes
- com acinte,
Às vezes...
Outras vezes
Não!
- Senão vinte  vezes
Mais
Por vez
Na conta
Que se fez
Multiplica—vos
E crescer,
Florescer,
fenecer...

Sim ela
Senhora
Semblante
No céu
É senha
Para  cometa
Que colidiu
Coligiu
Corrigiu
 minha rota
 rota
 roto sapato
De tanto
Andar torto
Par tonto
Por tanto
Que eu cometa
loucura
sem par
Sem pá
Sem pé
Nem cabeça
Sem Pi radiano
Nem caleça(celeça!)
nem pó
- sem pó
Estando
extante
Sob sol
De deserto
De desertor
Do amor
extenso
de mar a mar
a amar o mar
de Omã
e abrasar
o golfo
de Omã
em golfadas
lufadas...
ó mãe!...
- de Omã!...

Sem ti
O t
Fica sem ter
Ser
No tempo
Aberto à perspectiva
Filosofante
De Dante
Em guarda no guante.
( Viandante
Dante
à sombra
Sonora
De Nietzsche
Sombrio
Sobranceiro...).
calecheab
 profeta oséias amós oseias amos isaías isaias jeremias jonas joel
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marcel duchamp mulher subindo escadas marcel duchamp mulher escadas pintor obra pictorica artista biografia obra vida
medusa de bernini canova dicionario filosofico filosófico juridico jurídico dicionário enciclopédico enciclopedico enciclopédia delta barsa enciclopedia delta barsa dicionario etimológico etimologico etimo etimologia onomastico dicionário onomástico verbete glossário verbete glossario léxico lexico lexicografia vida obra biografia pinacoteca arte medusa gorgona górgona mito mitologia grega mito terminologia cientifica terminologia científica dicionário científico a medusa de leonardo da vinci pinacoteca museu biografia vida obra do artista renascentista tisana tisnada teína wikcionario wikcionário wikdicionário wikdicionário dicionário dicionario onomastico onomástico filosófico filosofico enciclopédico enciclopedico jurídico juridico etimologico etimológico enciclopédia enciclopedia 
 
 
  

quarta-feira, 10 de abril de 2013

HESPÉRIDES(HESPÉRIDES!) - wikcionário wikcionario etimo

Quem vale o meu sonho de amor?!...,
- sonho de uma noite de verão!?...:
A Cassiopeia vale
no céu infensa que está
à luxúria humana;
constelada comigo
na costela que se encosta
durante o sono uníssono

a consonar com o sonho da felicidade
a ser realizado...

- por nós dois.
A Cassia também
plantada em árvore da vida
- no pulmão desta bem-amada mulher

que inspira o aroma sutil da Cassia
e expira o que os foles tocam
na música a quatro sopros
dado no beijo de Klimt
que haverá de ser o nosso beijo.
A Cassia que é 

a árvore do conhecimento
que tenho da mulher
no sistema nervoso vegetativo,
que é um anjo autônomo,
um serafim queimando de paixão,

de amor ardente
no jardim edênico
onde uma mulher de ouro,
virtuosa e bela,
prova do pomo de ouro
do Jardim das Hespérides(Hespérides!),
aonde pode-se achar
a mesma bela Cassia
-  na planta do pé,
palmilha, radical,
a pé pela Via Cassia

- na Roma dos romanos.
( Cassia no céu, na terra
e no corpo humano,
bem como na paixão do amor
que este homem-escriba
sente qual um tremor
- um terremoto amoroso!...

abalo sísmico no peito
e em todo o corpo
anatômico e fisiológico :
corpo químico, corpo alquímico...:
corpo do alquimista vivo
nos acordes do opúsculo
feito de ensaios  
do oboísta de Rosslyn Chapel ).

Será esta paixão
mero platonismo platinado
a patinar no planisfério?!

Não! : é antes uma engenharia
fundada na emoção
e não na razão,
pois há essas duas modalidades de engenharia :
uma conhecida pela cognição
e outra desconhecida
que emana do coração apaixonado

na flora do mar vivo,
que é contra o mar morto
no corpo torto pelo tombo 
- da torre do tombo do tempo
que templa e tempa
- o tempo e o templo .

Amo e amei pessoas
que me decepcionaram rudemente:
Pessoas são pinturas rupestres?!
Não e sim,
quando não demonstram inequivocamente
a capacidade de se entregar por inteiro
porquanto tais pessoas
são entes do discurso
ou hipócritas ( atores!) e atrizes atrozes
com fanhosas vozes de nozes ( voz de nós!)
na economia do teatro político, polido, afetado,
que não sabe a sal e a mar.
Fê-lo com afinco
a pessoa de uma sacerdotisa de Ísis
- de sete véus
e sete mel em favos hexagonais
que sabia a mar de sargaços!
Com viço de verde
e vício de sexo
quando da crisálida da pessoa
libertava-se a borboleta do ser humano
que não vinha da noite da falena,
nem das chuvas com odor de terra
de onde vem em planadores
as mariposas ou térmitas
quase a sotavento,
barlavento que baila.
Querem mais, bárbaros do bar-bar?!

Entrementes, não cri no amor da pitonisa,
porém atribuí tudo
à sua paixão ninfomaníaca pelo sexo,
ao seu fetichismo pelo falo,
seu culto ao objeto fálico
em priapismo
que castigava sua castidade.

Aquela  sibila, enquanto pessoa
e não ser humano
livre do papel social
e a máscara que se pega pregada
à face da personagem de rito,
não sabia amar,
senão nas vozes do verbo;
nem tinha poder algum
fora de contexto místico
para o super ato de amar,
que é maior e mais profundo que o mar oceano,
pois extravasa os ritos compassados
em conformidade ao ritmo ditado pelas plenas leis dos reis
( que são penas capitais!:
leis penais, que penalizam, oneram!)
elaboradas em projetos de leis
pelos seus bobos da coorte
nas mais variegadas formas :
magistrados, ministros, menestréis, meirinhos,
amanuenses, eruditos, sacerdotisas, profetisas...
( hoje poetisas, as antes profetisas,
porque cabem apertadas no espartilho
do rito mitigado, meio escocês, gaulês,
e do mito desmitificado.
Poetisas são profetizas
que perderam a dignidade
e ganharam em futilidade com Safo
e outros gregos à la Píndaro).

As pessoas são meras personagens de teatro
pessoas de discurso,
escravas do verbo,
e diferem fundamentalmente
dos seres humanos individuais,
da gente individuada
que escapa à patrulha verbal
que as leva ao teatro
em texto de escritor ou ator.
Porém, enquanto frágeis e desprotegidos
seres humanos,
gente abandonada e caçada(cassada)
pelos poderes deletérios do estado,
são gente medrosas
e coagidas com o chicote à chicória  da escravidão
imposta pela civilização,
sempre nefasta ao princípio da individuação,
fundada em interesses laicos
do que está no baixo ventre
- e abaixo do abdomên do homem
assente no centauro assentado em Quirão.

Pessoas assim teatrais,
pessoas ou personagens da comedia dos erros,
preferem manter a mentira de um casamento
e fingirem-se mutualmente fidelíssimos,
o que por si já é prova de mendacidade,
pois raro um matrimônio longânimo
pode acaso manter acesa a tocha do amor
excepto a chama da pira da paixão morta,
porquanto o amor
sendo vida
também inspira e expira
no movimento do coração
em sístole e diástole.
( E a vara do varão
também tem seus senões
e dias de anão,
mormente quando o ex-amor
vira-se na cama ou na lama
em sentimento de desprezo mútuo
na falha do falo
- que já não fala
nem pia...
dorme inerme).

Ante isso o par aparvalhado
vai à cata de psicólogo
que lhe convença
da mentira que querem
e pagam para ouvir:
que o amor pode voltar;
que o morto pode inspirar
o ar e soprá-lo  de novo do oboé :
é o expirar musical, Musas pecaminosas!
que acaba bem
na sinfonia pastoral de Beethoven,
onde não há sexo,
excepto se for de anjos no cio
que sopra a brasa do fogo da paixão...
mas realizam o milagre do pênis
porquanto os mortos amantes
não ressurgem das cinzas
nem se insurgem qual fênix,
apenas fingem realizar a função
dos profissionais da mentira
os charlatães da psicologia
que crassa na comunidade
com sua pajelança
que levam o incauto a crer
que podem  revolver na cova
o corpo de doutrinas de Freud e Jung
e outros sábios que sabiam
o que eles fingem saber
( fingem melhor para si
que para os outros!).
assim arrastam pesadamente
suas crendices juvenis-acadêmicas, endêmicas,
fazendo  crer que têm propedêutica
para realizar tal tarefa
que não lhes parece interdita,
conquanto a tarefa árdua
não cabe cabisbaixa no entendimento
desses metódicos medíocres
os quais não tem arcabouço teórico
para compreender a obra do gênio,
vez que o papel social desses pobres-diabos
os quais arremedam a medo
o saber dos doutos
é apenas serem o bobo da coorte
a repetir sem inteligência
e com insolência
teorias de gênios da psiquê
ou da sociologia, etnologia, antropologia, ontologia...
- tudo sob a égide de um pensamento mágico
a recitar  sortilégios
imaginariamente aptos a ressuscitar
o Cristo do amor morto e sepultado
sem cruz, na comédia do prato com crucíferas.
Esses míseros repetidores do saber alheio
supõem em sua ignorância perversa e invejosa
que os sábios são loucos,
porque, simplesmente, eles, esses despeitados!,
não podem compreender a inteligência inata,
mas apenas invejá-la,
nem podem possuir
ao menos uma gota de saber espontâneo
e muito menos de conhecimento;
portanto, pelejam inutilmente
para favorecer a hipocrisia
que é um teatro
por onde eles vagam com  suas máscaras
carnavalescas-teatrais
as quais lhes esconde a face mendaz do bobo grotesco
bem como sua estultície pertinaz.
São meros atores de circo mambembe
e temem a realidade
- e mais ainda a opinião pública
que, na verdade,  não tem qualquer opinião,
nem público ou privada,
mas vertem chavões às mancheias
nos vomitórios e escaradeiras
feitas de carne humana
de corpo e alma falida,
espíritos liquidados.
( Os buscadores da pseudo-sabedoria :
psicólogos, psiquiatras  e outras personagens medíocres
do drama e da trama social
( feiticeiros, charlatães de toda ordem e desordem)
satisfazem seus clientes incautos
com o adultério ou a auto-traição
que é um amor por procuração,
pois não podem dar muito de si
uma vez que quase nada restou
do que lhes tomou e tornou
as doutrinas do estado
na boca de profissionais lavadores de cérebro
e dos que levam o engodo ao corpo
com  drogas(remédios!) legais,
estatais, estatizantes
- tudo  com o apoio irrestrito  da igreja,
da ciência e de todo obscurantismo
que permeia a vida em comunidade
na qual todos querem e se esforçam
para continuarem infelizes
mas fingindo-se felizes
no inferno miserável ou luxuoso
em que vivem de mau a pior,
sejam belos ou feios
suas faces e corpos
marcados pela frustração perene
do conviver social,
convívio político, em Pólis,
entre inúmeros subjugados pelo estado,
que é o direito
posto em suas leis.
..............................

...................
Até quando vou tolerar
tanta desgraça
sem cometer suicídio!
Na mendacidade vivemos atolados
e na mendacidade do amor infiel
que damos e recebemos
no mero rito da  sexualidade
com ínfimo prazer
e demasiada culpa
porque não amamos,
mas fazemos as vezes de que sim,
conquanto seja só sexo.
Assim sobrevivemos infelizes e culpados.
Sórdidos!
( Nunca me senti culpado
ao fazer amor com a sibila,
mesmo porque não era amor
da minha parte
e sim sexo! - demasiado sexo!
sem medo, recato ou qualquer coisa
que não justificasse
a nossa liberdade de nos dar
íntegros!
Mas acabou
como vai apagar
o sol um dia
ante meus olhos vidrados!
- vidrados no ato do orgasmo
ou da morte,
que deve ser outro orgasmo
- a final!

A pitonisa jamais me deixou meditabundo
nos seus atos e ritos de amor,
mas sim nos atos da pessoa
que às vezes tomava sutilmente as vezes
do ser humano,
que morava nela;
pois o ser humano
é muito mais que a pessoa :
mera atriz,imperatriz, meretriz...
algo gris como um céu pombo cinza,
céu pintado de pomba cinza,
em plumas, penas e pena
a cumprir o condenado
- que todos somos
graças à política
e seus mandatários : caudilhos.
Por isso estou e sempre estive
em profunda e vasta crise existencial
com a noite a negrejar sobre minh'alma dolorosa
em solidão de pedra,
porque o amor existe de fato,
mas as pessoas do discursos
usurpam-no ao ser humano
e não deixam a paixão fluir;
entretanto, canalizam-no para o teatro
e ensaiam atores e atrizes
e poemas de amor
(que representam o amor;
e a paixão assim em tese
não passa de uma representação da realidade,
ao invés da realidade chã)
os quais apenas estão ali para dizer
e viver por atores e atrizes,
uma vida falsa, de hipócritas,
com hipócritas( ator e atriz é sinônimo de hipócrita!,
ou seja: que representam, mas não são,
tais e quais os políticos
que, no entanto, fazem da representação
a realidade sob o arsenal que faz qualquer valente capitular
até ao código penal)
porque ator e atriz e políticos,
que também são atores e atrizes, hipócritas, enfim!,
podem não estar vivenciado
o vicio e o viço de um amor de verdade
naquele momento do recital,
mas tem a arte de fingir;
enquanto os seres humanos
que vivem o instante de magia
se calam e beijam e abraçam
tentando segurar o amor nos lábios selados
qual pomba da Arca de Noé
que trouxe uma gramínea no bico,
uma verde gramínea com sabor de terra fresca,
molhada de dilúvio.
Terra pós-diluviana.
..............................

.....................................
Antes eu bebia cerveja
e este o meu lenitivo.
Hoje, sem o lenitivo
me defronto com a solidão feroz
que é um leão famélico
pronto para me devorar
ou então uma píton enorme
a se enroscar em mim
que já sonhei
que era eu uma serpente
e senti pavor de mim mesmo
- no fundo do mundo onírico
aonde dormia o pavor de Pã.

A noite na taberna
apagará a derradeira lanterna
em minha alma escura
ternamente
então cairei nas trevas bastas
dormirei no canto escuro
da colma apagada.
Morrerei de hipotermia de amor,
sem paixão
- nem amor de Cristo quero.
( O que eu quero
- ou queria!
seria sua paixão acerba!,
temerariamente exacerbada!)
Porém, para tristeza minha,
sei que as pessoas são capazes
das maiores patifarias
inconscientes que são
dos seus atos e pensamentos,
mas raras de qualquer ato de amor espontâneo
durante o curso da vida
apagada pelo discurso das pessoas
- em forte morte.
( As pessoas, em sua maioria absoluta,
ou obsoleta,
não são humanas,
mas filhas do papel, do papiro
e do papelão que fazem
sem ter a menor consciência
de seus atos teatrais
tragicômicos, vulgares,
incongruentes, inconscientes...
( Ressuscitem Freud
e não Jesus!).

Já os seres humanos
são temerários a ponto
de arrostarem batalhas homéricas
para defender seu ponto de vista
sua tese na terra plantada
com cabeça (cérebro) e pés ( palmilhas).
Mas o ser humano
enquanto ente individual
é espécie quase extinta,
conquanto ainda extante
em reduzido número.

Já as pessoas do discurso e do teatro social
estão escritas e descritas em lei
servem ao ao rei
e tudo o que o rei diz,
seja o rei Jesus ou o capitalismo.
São desobedientes apenas a si
e aos seus anseios mais íntimos
que descuram em foro íntimo.
Gostam de viver comodamente
qual um certo imperado romano
que honrava em atos este nome
hoje com a carga do significado
no lombo dos asnos,
mormente os asnos de ouro
cobertos. Ouro de tolo.
ouro é para tolo.
A Roma dos obeliscos
e a coluna latraense de Trajano.
( O obelisco veio do templo de Karnak
em Tebas no Egipto
do faraó Tutmósis III e Tutmósis IV).

Provavelmente persigo o inexistente
e estou só na Ilha "Isola"
e não acho ninguém
que tenha estofo de Kafka
para ter inteligência da metamorfose
que é a realidade mutante
e não apenas nas belas letras
dos letrados letrosos-leprosos
e leitores falazes.
Ninguém pode me entender
sem me exorcizar os demônios imponentes.

As doenças auto-imunes
são formas mentais
de combater um corpo mentiroso
que porfia contra o que mais deseja
e vive um casamento tedioso
ao invés de um acasalamento amoroso.
Como não temos poder algum
para sozinhos
combater todos os exército do mundo
o indivíduo impotente
ante a prepotência
combate o próprio corpo
combatendo desejos inconfessáveis,
mas essenciais à sobrevivência,
Essas necessidade básicas
são-lhes  proibidas
pelas instituições
daí vem o adultério,
que às vezes é necessário,
mas qe pode ocasionar  mal-estar
e sentimento de baixeza e impotência
maior ainda,
além de risco de escândalo.

Somos todos tão condicionados à covardia!
que até a coragem do suicida
é abominada
e preferem serem assassinados
na eutanásia
As instituições podem nos matar,
ma nós não.
Escravos até o fim.
E após o fim
querem uma outra vida
a continuar essa vida péssima
e sem sentido mínimo.

Minha solidão é tão vasta e profunda
que não acho viva alma
a quem comunicar o que penso
sobre a existência miserável
que somos coagidos a levar
como felás que somos
pobres ou ricos
sábios ou estúpidos.
Os fil´sofos e os profetas
se salvam por loucura.

Tamanha e extensiva minha solidão
que parece até que travaram uma guerra atômica
e a bomba eliminou
apenas os que padeciam de estupidez perene,
ou seja,
- onde vou encontrar um ser humano,
pois todas as pessoas foram mortas
indiscriminadamente.
O que lamente,
pois embora já não ajam mais como seres humanos
eram seres humanos em sua essência
e poderiam emergir a qualquer tempo!
Esta minha esperança.

( vivo crise existencial severa
- crise que é momento crítico
não sei quando vou implodir
no suicídio
ou se vou superá-la
como ocorreu nas várias fases
da minha vida.
Os papalvos não concebem o suicídio
como única forma de fuga
desta prisão corporal
do mundo-enxovia dos potentados
que nos mantém escravos
apontando carabinas
mosquetes
e leis esparsas pelas folhas
antes verdes ao vento
agora secas depois do outono
que as amarelam
e as demudam em papel,
resmas para as leis
- outras tantas metralhadoras
e tanques de guerra blindados
são tais leis dos reis
que se fantasiam de presidentes democráticos,
republicanos senadores
e juízes impolutos.

Creio que todos os seres humanos,
não as pessoas,
têm inteligência nata de gênio
e são iluminados Budas,
ou sábios em comunhão com Cristo
e que o amor existe
e insiste em nascer e medrar
perpetuamente
nos corações empredenidos dos ditadores.
Imaginem nos bons corações!
Todavia, o ser humano é sufocado
abaixo da canada de espinhos da civilização
e sua cultura de feitores e escravos,
onde a inteligência tem que ser representada
pela estupidez
e o amor apaixonado
pela máscara mortuária do teatro grego,
gregário no matrimônio,
acre e agrário no patrimonio.

Não vivemos, mas sobrevivemos,
sub-vivendo
sob a economia
- da economia.
Nao descasaremos
mas casaremo-nos,
tal qual São Francisco de Assis, nu.
Em Rosslyn Chapel
haveremos de nos casar
com coro de anjos
e gárgulas capazes
de ocasionar estress pós-traumático
no saxofone que toca
um fascínio fascinante
na fascinação que tens
por mim
e eu por ti,
sem tíbia ou tibieza... 
Ficheiro:Gustav Klimt 016.jpg
profeta oséias amós oseias amos isaías isaias jeremias jonas joel
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HESPÉRIDES(HESPÉRIDES!) - wikcionário wikcionario etimo

Quem vale o meu sonho de amor?!...,
- sonho de uma noite de verão!?...:
A Cassiopeia vale
no céu infensa que está
à luxúria humana;
constelada comigo
na costela que se encosta
durante o sono uníssono

a consonar com o sonho da felicidade
a ser realizado...

- por nós dois.
A Cassia também
plantada em árvore da vida
- no pulmão desta bem-amada mulher

que inspira o aroma sutil da Cassia
e expira o que os foles tocam
na música a quatro sopros
dado no beijo de Klimt
que haverá de ser o nosso beijo.
A Cassia que é 

a árvore do conhecimento
que tenho da mulher
no sistema nervoso vegetativo,
que é um anjo autônomo,
um serafim queimando de paixão,

de amor ardente
no jardim edênico
onde uma mulher de ouro,
virtuosa e bela,
prova do pomo de ouro
do Jardim das Hespérides(Hespérides!),
aonde pode-se achar
a mesma bela Cassia
-  na planta do pé,
palmilha, radical,
a pé pela Via Cassia

- na Roma dos romanos.
( Cassia no céu, na terra
e no corpo humano,
bem como na paixão do amor
que este homem-escriba
sente qual um tremor
- um terremoto amoroso!...

abalo sísmico no peito
e em todo o corpo
anatômico e fisiológico :
corpo químico, corpo alquímico...:
corpo do alquimista vivo
nos acordes do opúsculo
feito de ensaios  
do oboísta de Rosslyn Chapel ).

Será esta paixão
mero platonismo platinado
a patinar no planisfério?!

Não! : é antes uma engenharia
fundada na emoção
e não na razão,
pois há essas duas modalidades de engenharia :
uma conhecida pela cognição
e outra desconhecida
que emana do coração apaixonado

na flora do mar vivo,
que é contra o mar morto
no corpo torto pelo tombo 
- da torre do tombo do tempo
que templa e tempa
- o tempo e o templo .

Amo e amei pessoas
que me decepcionaram rudemente:
Pessoas são pinturas rupestres?!
Não e sim,
quando não demonstram inequivocamente
a capacidade de se entregar por inteiro
porquanto tais pessoas
são entes do discurso
ou hipócritas ( atores!) e atrizes atrozes
com fanhosas vozes de nozes ( voz de nós!)
na economia do teatro político, polido, afetado,
que não sabe a sal e a mar.
Fê-lo com afinco
a pessoa de uma sacerdotisa de Ísis
- de sete véus
e sete mel em favos hexagonais
que sabia a mar de sargaços!
Com viço de verde
e vício de sexo
quando da crisálida da pessoa
libertava-se a borboleta do ser humano
que não vinha da noite da falena,
nem das chuvas com odor de terra
de onde vem em planadores
as mariposas ou térmitas
quase a sotavento,
barlavento que baila.
Querem mais, bárbaros do bar-bar?!

Entrementes, não cri no amor da pitonisa,
porém atribuí tudo
à sua paixão ninfomaníaca pelo sexo,
ao seu fetichismo pelo falo,
seu culto ao objeto fálico
em priapismo
que castigava sua castidade.

Aquela  sibila, enquanto pessoa
e não ser humano
livre do papel social
e a máscara que se pega pregada
à face da personagem de rito,
não sabia amar,
senão nas vozes do verbo;
nem tinha poder algum
fora de contexto místico
para o super ato de amar,
que é maior e mais profundo que o mar oceano,
pois extravasa os ritos compassados
em conformidade ao ritmo ditado pelas plenas leis dos reis
( que são penas capitais!:
leis penais, que penalizam, oneram!)
elaboradas em projetos de leis
pelos seus bobos da coorte
nas mais variegadas formas :
magistrados, ministros, menestréis, meirinhos,
amanuenses, eruditos, sacerdotisas, profetisas...
( hoje poetisas, as antes profetisas,
porque cabem apertadas no espartilho
do rito mitigado, meio escocês, gaulês,
e do mito desmitificado.
Poetisas são profetizas
que perderam a dignidade
e ganharam em futilidade com Safo
e outros gregos à la Píndaro).

As pessoas são meras personagens de teatro
pessoas de discurso,
escravas do verbo,
e diferem fundamentalmente
dos seres humanos individuais,
da gente individuada
que escapa à patrulha verbal
que as leva ao teatro
em texto de escritor ou ator.
Porém, enquanto frágeis e desprotegidos
seres humanos,
gente abandonada e caçada(cassada)
pelos poderes deletérios do estado,
são gente medrosas
e coagidas com o chicote à chicória  da escravidão
imposta pela civilização,
sempre nefasta ao princípio da individuação,
fundada em interesses laicos
do que está no baixo ventre
- e abaixo do abdomên do homem
assente no centauro assentado em Quirão.

Pessoas assim teatrais,
pessoas ou personagens da comedia dos erros,
preferem manter a mentira de um casamento
e fingirem-se mutualmente fidelíssimos,
o que por si já é prova de mendacidade,
pois raro um matrimônio longânimo
pode acaso manter acesa a tocha do amor
excepto a chama da pira da paixão morta,
porquanto o amor
sendo vida
também inspira e expira
no movimento do coração
em sístole e diástole.
( E a vara do varão
também tem seus senões
e dias de anão,
mormente quando o ex-amor
vira-se na cama ou na lama
em sentimento de desprezo mútuo
na falha do falo
- que já não fala
nem pia...
dorme inerme).

Ante isso o par aparvalhado
vai à cata de psicólogo
que lhe convença
da mentira que querem
e pagam para ouvir:
que o amor pode voltar;
que o morto pode inspirar
o ar e soprá-lo  de novo do oboé :
é o expirar musical, Musas pecaminosas!
que acaba bem
na sinfonia pastoral de Beethoven,
onde não há sexo,
excepto se for de anjos no cio
que sopra a brasa do fogo da paixão...
mas realizam o milagre do pênis
porquanto os mortos amantes
não ressurgem das cinzas
nem se insurgem qual fênix,
apenas fingem realizar a função
dos profissionais da mentira
os charlatães da psicologia
que crassa na comunidade
com sua pajelança
que levam o incauto a crer
que podem  revolver na cova
o corpo de doutrinas de Freud e Jung
e outros sábios que sabiam
o que eles fingem saber
( fingem melhor para si
que para os outros!).
assim arrastam pesadamente
suas crendices juvenis-acadêmicas, endêmicas,
fazendo  crer que têm propedêutica
para realizar tal tarefa
que não lhes parece interdita,
conquanto a tarefa árdua
não cabe cabisbaixa no entendimento
desses metódicos medíocres
os quais não tem arcabouço teórico
para compreender a obra do gênio,
vez que o papel social desses pobres-diabos
os quais arremedam a medo
o saber dos doutos
é apenas serem o bobo da coorte
a repetir sem inteligência
e com insolência
teorias de gênios da psiquê
ou da sociologia, etnologia, antropologia, ontologia...
- tudo sob a égide de um pensamento mágico
a recitar  sortilégios
imaginariamente aptos a ressuscitar
o Cristo do amor morto e sepultado
sem cruz, na comédia do prato com crucíferas.
Esses míseros repetidores do saber alheio
supõem em sua ignorância perversa e invejosa
que os sábios são loucos,
porque, simplesmente, eles, esses despeitados!,
não podem compreender a inteligência inata,
mas apenas invejá-la,
nem podem possuir
ao menos uma gota de saber espontâneo
e muito menos de conhecimento;
portanto, pelejam inutilmente
para favorecer a hipocrisia
que é um teatro
por onde eles vagam com  suas máscaras
carnavalescas-teatrais
as quais lhes esconde a face mendaz do bobo grotesco
bem como sua estultície pertinaz.
São meros atores de circo mambembe
e temem a realidade
- e mais ainda a opinião pública
que, na verdade,  não tem qualquer opinião,
nem público ou privada,
mas vertem chavões às mancheias
nos vomitórios e escaradeiras
feitas de carne humana
de corpo e alma falida,
espíritos liquidados.
( Os buscadores da pseudo-sabedoria :
psicólogos, psiquiatras  e outras personagens medíocres
do drama e da trama social
( feiticeiros, charlatães de toda ordem e desordem)
satisfazem seus clientes incautos
com o adultério ou a auto-traição
que é um amor por procuração,
pois não podem dar muito de si
uma vez que quase nada restou
do que lhes tomou e tornou
as doutrinas do estado
na boca de profissionais lavadores de cérebro
e dos que levam o engodo ao corpo
com  drogas(remédios!) legais,
estatais, estatizantes
- tudo  com o apoio irrestrito  da igreja,
da ciência e de todo obscurantismo
que permeia a vida em comunidade
na qual todos querem e se esforçam
para continuarem infelizes
mas fingindo-se felizes
no inferno miserável ou luxuoso
em que vivem de mau a pior,
sejam belos ou feios
suas faces e corpos
marcados pela frustração perene
do conviver social,
convívio político, em Pólis,
entre inúmeros subjugados pelo estado,
que é o direito
posto em suas leis.
..............................

...................
Até quando vou tolerar
tanta desgraça
sem cometer suicídio!
Na mendacidade vivemos atolados
e na mendacidade do amor infiel
que damos e recebemos
no mero rito da  sexualidade
com ínfimo prazer
e demasiada culpa
porque não amamos,
mas fazemos as vezes de que sim,
conquanto seja só sexo.
Assim sobrevivemos infelizes e culpados.
Sórdidos!
( Nunca me senti culpado
ao fazer amor com a sibila,
mesmo porque não era amor
da minha parte
e sim sexo! - demasiado sexo!
sem medo, recato ou qualquer coisa
que não justificasse
a nossa liberdade de nos dar
íntegros!
Mas acabou
como vai apagar
o sol um dia
ante meus olhos vidrados!
- vidrados no ato do orgasmo
ou da morte,
que deve ser outro orgasmo
- a final!

A pitonisa jamais me deixou meditabundo
nos seus atos e ritos de amor,
mas sim nos atos da pessoa
que às vezes tomava sutilmente as vezes
do ser humano,
que morava nela;
pois o ser humano
é muito mais que a pessoa :
mera atriz,imperatriz, meretriz...
algo gris como um céu pombo cinza,
céu pintado de pomba cinza,
em plumas, penas e pena
a cumprir o condenado
- que todos somos
graças à política
e seus mandatários : caudilhos.
Por isso estou e sempre estive
em profunda e vasta crise existencial
com a noite a negrejar sobre minh'alma dolorosa
em solidão de pedra,
porque o amor existe de fato,
mas as pessoas do discursos
usurpam-no ao ser humano
e não deixam a paixão fluir;
entretanto, canalizam-no para o teatro
e ensaiam atores e atrizes
e poemas de amor
(que representam o amor;
e a paixão assim em tese
não passa de uma representação da realidade,
ao invés da realidade chã)
os quais apenas estão ali para dizer
e viver por atores e atrizes,
uma vida falsa, de hipócritas,
com hipócritas( ator e atriz é sinônimo de hipócrita!,
ou seja: que representam, mas não são,
tais e quais os políticos
que, no entanto, fazem da representação
a realidade sob o arsenal que faz qualquer valente capitular
até ao código penal)
porque ator e atriz e políticos,
que também são atores e atrizes, hipócritas, enfim!,
podem não estar vivenciado
o vicio e o viço de um amor de verdade
naquele momento do recital,
mas tem a arte de fingir;
enquanto os seres humanos
que vivem o instante de magia
se calam e beijam e abraçam
tentando segurar o amor nos lábios selados
qual pomba da Arca de Noé
que trouxe uma gramínea no bico,
uma verde gramínea com sabor de terra fresca,
molhada de dilúvio.
Terra pós-diluviana.
..............................

.....................................
Antes eu bebia cerveja
e este o meu lenitivo.
Hoje, sem o lenitivo
me defronto com a solidão feroz
que é um leão famélico
pronto para me devorar
ou então uma píton enorme
a se enroscar em mim
que já sonhei
que era eu uma serpente
e senti pavor de mim mesmo
- no fundo do mundo onírico
aonde dormia o pavor de Pã.

A noite na taberna
apagará a derradeira lanterna
em minha alma escura
ternamente
então cairei nas trevas bastas
dormirei no canto escuro
da colma apagada.
Morrerei de hipotermia de amor,
sem paixão
- nem amor de Cristo quero.
( O que eu quero
- ou queria!
seria sua paixão acerba!,
temerariamente exacerbada!)
Porém, para tristeza minha,
sei que as pessoas são capazes
das maiores patifarias
inconscientes que são
dos seus atos e pensamentos,
mas raras de qualquer ato de amor espontâneo
durante o curso da vida
apagada pelo discurso das pessoas
- em forte morte.
( As pessoas, em sua maioria absoluta,
ou obsoleta,
não são humanas,
mas filhas do papel, do papiro
e do papelão que fazem
sem ter a menor consciência
de seus atos teatrais
tragicômicos, vulgares,
incongruentes, inconscientes...
( Ressuscitem Freud
e não Jesus!).

Já os seres humanos
são temerários a ponto
de arrostarem batalhas homéricas
para defender seu ponto de vista
sua tese na terra plantada
com cabeça (cérebro) e pés ( palmilhas).
Mas o ser humano
enquanto ente individual
é espécie quase extinta,
conquanto ainda extante
em reduzido número.

Já as pessoas do discurso e do teatro social
estão escritas e descritas em lei
servem ao ao rei
e tudo o que o rei diz,
seja o rei Jesus ou o capitalismo.
São desobedientes apenas a si
e aos seus anseios mais íntimos
que descuram em foro íntimo.
Gostam de viver comodamente
qual um certo imperado romano
que honrava em atos este nome
hoje com a carga do significado
no lombo dos asnos,
mormente os asnos de ouro
cobertos. Ouro de tolo.
ouro é para tolo.
A Roma dos obeliscos
e a coluna latraense de Trajano.
( O obelisco veio do templo de Karnak
em Tebas no Egipto
do faraó Tutmósis III e Tutmósis IV).

Provavelmente persigo o inexistente
e estou só na Ilha "Isola"
e não acho ninguém
que tenha estofo de Kafka
para ter inteligência da metamorfose
que é a realidade mutante
e não apenas nas belas letras
dos letrados letrosos-leprosos
e leitores falazes.
Ninguém pode me entender
sem me exorcizar os demônios imponentes.

As doenças auto-imunes
são formas mentais
de combater um corpo mentiroso
que porfia contra o que mais deseja
e vive um casamento tedioso
ao invés de um acasalamento amoroso.
Como não temos poder algum
para sozinhos
combater todos os exército do mundo
o indivíduo impotente
ante a prepotência
combate o próprio corpo
combatendo desejos inconfessáveis,
mas essenciais à sobrevivência,
Essas necessidade básicas
são-lhes  proibidas
pelas instituições
daí vem o adultério,
que às vezes é necessário,
mas qe pode ocasionar  mal-estar
e sentimento de baixeza e impotência
maior ainda,
além de risco de escândalo.

Somos todos tão condicionados à covardia!
que até a coragem do suicida
é abominada
e preferem serem assassinados
na eutanásia
As instituições podem nos matar,
ma nós não.
Escravos até o fim.
E após o fim
querem uma outra vida
a continuar essa vida péssima
e sem sentido mínimo.

Minha solidão é tão vasta e profunda
que não acho viva alma
a quem comunicar o que penso
sobre a existência miserável
que somos coagidos a levar
como felás que somos
pobres ou ricos
sábios ou estúpidos.
Os fil´sofos e os profetas
se salvam por loucura.

Tamanha e extensiva minha solidão
que parece até que travaram uma guerra atômica
e a bomba eliminou
apenas os que padeciam de estupidez perene,
ou seja,
- onde vou encontrar um ser humano,
pois todas as pessoas foram mortas
indiscriminadamente.
O que lamente,
pois embora já não ajam mais como seres humanos
eram seres humanos em sua essência
e poderiam emergir a qualquer tempo!
Esta minha esperança.

( vivo crise existencial severa
- crise que é momento crítico
não sei quando vou implodir
no suicídio
ou se vou superá-la
como ocorreu nas várias fases
da minha vida.
Os papalvos não concebem o suicídio
como única forma de fuga
desta prisão corporal
do mundo-enxovia dos potentados
que nos mantém escravos
apontando carabinas
mosquetes
e leis esparsas pelas folhas
antes verdes ao vento
agora secas depois do outono
que as amarelam
e as demudam em papel,
resmas para as leis
- outras tantas metralhadoras
e tanques de guerra blindados
são tais leis dos reis
que se fantasiam de presidentes democráticos,
republicanos senadores
e juízes impolutos.

Creio que todos os seres humanos,
não as pessoas,
têm inteligência nata de gênio
e são iluminados Budas,
ou sábios em comunhão com Cristo
e que o amor existe
e insiste em nascer e medrar
perpetuamente
nos corações empredenidos dos ditadores.
Imaginem nos bons corações!
Todavia, o ser humano é sufocado
abaixo da canada de espinhos da civilização
e sua cultura de feitores e escravos,
onde a inteligência tem que ser representada
pela estupidez
e o amor apaixonado
pela máscara mortuária do teatro grego,
gregário no matrimônio,
acre e agrário no patrimonio.

Não vivemos, mas sobrevivemos,
sub-vivendo
sob a economia
- da economia.
Nao descasaremos
mas casaremo-nos,
tal qual São Francisco de Assis, nu.
Em Rosslyn Chapel
haveremos de nos casar
com coro de anjos
e gárgulas capazes
de ocasionar estress pós-traumático
no saxofone que toca
um fascínio fascinante
na fascinação que tens
por mim
e eu por ti,
sem tíbia ou tibieza... 
Ficheiro:Gustav Klimt 016.jpg
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sábado, 23 de março de 2013

SECESSÃO(SECESSÃO!) - wikcionário wikcionario

Ficheiro:Gustav Klimt 016.jpg
Cassiopeia, minha  constelação de amor,
jamais quis, precisei, desejei, amei
qualquer mulher que fosse
- com paixão semelhante
ao sentimento de amor
completo e complexo
que tenho por você
batendo sob o plexo
com nexo ou sem nexo,
com sexo ou sem sexo.
( Claro que quero
bastante sexo,
que a paixão não se aplaca
senão com muito ato de amor!).

Quero beijar você até a alva
perder a cor
na barra da noite
- e a barra da noite
empalidecer
no dilúculo
gotejante de orvalho.
( Valho o orvalho...
Valha-me Deus!,
quanto alho olho!:
molhos de alhos,
vale no vale
ou na vala
que valha a navalha?!).

Com o rocio no cio,
rumorejando o arroio
quero receber e doar
todo o caudal da saliva
passada durante o ósculo
nos oaristos
que encetaremos
mas não terminaremos
nem quando o tempo for nunca,
pois nosso beijo
não achará abrigo no fim
ideado pelo filósofo Aristóteles
ou pelo pintor Klimt,
o qual pintou "O Beijo"
obra de "Art Nouveau"
( Vide o movimento cognominado(?)
de Secessão(secessão!) austríaca ou vienense).

Quem, Cassiopeia, achou um filão
- de amor, de paixão,
- que é nosso caso casado,
ou mesmo apenas
uma pérola de amor
dentro de uma ostra
que nos une
com coração de um
a bater pelo coração do outro
( e de mais ninguém!)
- quem assim achou
tanto amor
dum peito a outro peito
em dum-dum de tambor,
aparta-se da velha solidão,
do velho tempo
perde os andrajos do corpo
que ficou em lixo de células mortas
e fecha-se dentro da ostra
que nos abriga do mundo
iluminado pelo Canis Major.

- E nós achamos o rico filão!,
e a pérola a nos espiar
e escolher de dentro da ostra!,
hermética ao ostracismo
dos ostrogodos do mundo
dos homens bárbaros, godos,
góticos nos pórticos das catedrais medievais
e lá vai séculos,
marcados a passos de pó
no Pórtico e São Benedetto,
comuna na região da Emília-Romanha...
Ah! Se chamasses Simonis del Bardi...
não terias teu nome
como nume na Cassiopeia,
mulher querida no meu coração!

Ah! A pérola para um colar...,
achamo-la nós!,
ó amada minha,
minh'alma partilhada,
ainda sofrendo apartada!,
flor nos meus olhos,
minha vida,luz e coração!
E por causa desta descoberta,
da pérola dentro da ostra,
do veio de amor sem limites,
aspiramos separar-nos do mundo hipócrita
e ter  vida nova ( Vita Nuova, Dante Alighheri!)
tal qual fazia o cristão
que amava tanto sua causa
que preferia o martírio
a continuar sem sua fé,
que era sua esperança única
e seu único amor e bem
no mundo sob a luz do Canis Minor
que minora a hora no céu.
( Seria tudo um preanúncio do amor
e da Divina Comédia
que é a vida humana,
senhora minha?!
Outrossim os comunistas
pereceram sob tortura
por uma causa
que não valia a pena
e muito menos a vida
tudo porque  o contexto os vestiam
- de vestais!
e neles investiam
um tempo para o mártir
e outro para os que faziam a colheita
dos frutos regados a sangue!,
porque assim é o mundo,
minha doce e pura senhora,
que ainda não é minha,
mas de outro mais feliz
ou infeliz sem seu amor
- que é meu apenas!,
desde o seu berço
no desenhos dos seus olhos
buscando luz nas sombras
que desenhasse minha face
e desdenhasse as demais).

Eu, bela Cassiopeia,
não sei mais viver
sem tocá-la amorosamente todo dia,
sem abraçá-la carinhosamente,
olhar em seus olhos,
amar você perenemente
com imenso respeito...
ouvir sua voz
que adoro...
- até que chegue o dia da sega!
e a lua carregue a foice
do verdugo que ronda a vida.
Até aquele dia fatídico!

Você, Cassiopeia,
é uma constelação  suspensa no céu
sobre minha cabeça nua sem chapéu.
- Eu, um demônio caído na terra
( demônio em grego significa sábio,
diz Erasmo de Rotterdan
em "Elogio da Loucura"
a única obra de psiquiatria real
antes de Michel Foucault escrever com maestria
sua "Historie de la Folie",
na qual aborda o poder psiquiátrico
ou a psiquiatria como poder de polícia
e médicos como "policiais de branco"
Obras dessa envergadura intelectual
são ignoradas pelos louco no poder
secular e regular).

Se algum dia
a Cassiopeia apagar-se no céu
restarei num andarilho
que se arrasta à sombra vinculado
tiritando de frio
- até que a morte por hipotermia(hipotermia!)
venha e transfigure o nosso cálido amor
- de lava de vulcão apaixonado
em branco glaciar.

( Vamos viver nosso amor, Cassiopeia,
enquanto temos tempo
e não uma Era Glacial
a nos separar eternamente
sob camadas de gelo?
Vamos arrostar o mundo
mesmo sabendo
que seremos mártires do mundo?!...,
pois mesmo se o não fizermos,
não nos amarmos
até as vias de fato
aonde querem chegar os nossos corpos quentes,
ficaremos a mitigar a frustração
olhando para dois olhos
com um  amor maior e mais belo que o universo,
mas poderá não ser realizado cabalmente,
como pode e deve ser,
custe o que custar,
doa a quem doer,
pois não haveremos de ser pusilânimes,
cruéis conosco mesmo,
proibindo-nos de viver este amor imenso e puro,
que os outros proibiram
graças a circunstâncias
que não nos favoreceram,
mas favoreceram a eles
que exigem que nos amputemos desta paixão...
Todavia, mesmo se fizermos o que eles querem
impor-nos cruelmente
desrespeitando nossos desejos mais ardentes,
ainda assim
e por isso mesmo
- assistirão com júbilo
nossa morte precoce
que começará pelo sacrifício deste amor puro
-  um amor santo
que não conhece a maldade
e tem o poder de realizar maximamente
até o ponto de deixar encontrar rasto de nós
à beira do caminhante
sobre terra ou água
nos pés nus de carmelita descalço
- que será  nosso filho
ou nossa filha
que será nosso amor em chama ardente,
que nem as ardentias do mar apagará
- dos pés do caminhante,
que escreverá nas areias da ampulheta
com um pé na alpergata
e outro nu no solo
a nossa história de amor
mais bela que Romeu e Julieta,
ou qualquer outra
que foi ou que há-de vir
empós as nossas auroras juntas,
pois nossa paixão,
na acepção grega do termo,
não será meramente  uma história poética
ou científica( Deus nos livre!),
ou filosófica, religiosa, mística...( Deus nos tenha!),
mas sim uma realidade experienciada a dois,
vivida até os ossos
que o levam na morte!
- Nossa paixão,
 uma experiência  a três com o filho...
a quatro mãos com  a neta, tataraneto...
o qual será o caminhante
 ainda que sem rumo!,
mas na senda,
porquanto sempre será torto o mundo
que é dos homens e dos direitos
que se arrogam os feudais senhores
donos das almas e espíritos venais
- mas não da barra da alva...,
Cassiopeia minha,
que nessa eles não podem tocar
assim como não hão-de tocar
na sua flor de laranjeira
que lateja já por mim
desde a primeira vez
que seus olhos
deram luz à minha face
deitada no pensamento filosófico,
que era minh'alma errabunda
antes de você ma tomar
com suas legiões de amor
a lançar flechas incendiárias fatais...

Nosso amor sobreviverá
ao que vier :
ele já está escrito
n'alma, no peito, nos olhos,
no corpo inteiro,
- em todo o cosmos!!!

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sábado, 9 de março de 2013

SABRE(SABRE!) - verbete verbete

Quero fugir para a Ilíria("illyricum")
a terra dos homens livres.
( Livres de quê e para quê?!:
para mercar?!
Pestanejar?!
Burilar a nomenclatura botânica...)

Desejo ardentemente
sair desta terra de escravos,
títeres e fantasmas pasmos
em tresloucada diáspora
- fugir dos judeus que judiam de mim
por dentro do coração carmesim
porquanto anseiam deixar o cativeiro
na terra do estrangeiro
e voar ao encontro
de longas asas
de cara na vela do sol
e coroa votada às cefeidas
que ceifam uma vela padrão.
Porém sei que nem lá,
na Ilíria destes tempos em mosaicos
ou em arabescos nababescos,
há mais homens livres
depois desta civilização para escravos
que tomou tudo de roldão
e tornou servo da moeda
ricos e pobres,
mas não nobres
que estes não envilecem por cobre
ouro ou sabre (sabre lá, sabiá?!...
sabe-se lá, sábado, em Sabbath!?...
em bacanais em que tonteais,
em tonterias e outras histerias,
em processo de resiliência, histerese...).

Não há mais Ilíria,
região ilírica,
para-lírica,
mas apenas (que pena!)
hilária pilhéria,
hilário palhaço
a balouçar o incensário
empunhar o missário,
o bestiário("bestiarum vocabulum"))...
e fazer mau uso do bestunto
em qualquer assunto
de malmequer, bem-me-quer,
na botânica,
na desbotânica
desbotada em flor e pistilo,
estigma, gineceu,  androceu
( O que é seu?!
e o que é meu, meus Deus!?...
dos desesperados!
- ou do desesperado que sou
desde o primeiro céu em hora de aurora
com luz nos olhos de quem olha
e vê o rasgar lucífero das trevas!...).

A flor em seu furor
uterino
é um malmequer.
Malquerença fundada em crença,
desavença
que bota a bota da botânica
na Itália, Gália...
- bem como, ou mal como,
 a desbotânica
sem tônica,
catatônica.
aplatônica...
( A botânica bota no objeto
o ser platônico
que se vira
em amor por flor
- uma filosflor (filosoflor!)
a filosoflorar
com filosofia inacabada
ou alterada pela terra
que agarra a raiz
e molha com molho
o molho do filos,
da família, do gênero, da espécie-Darwin,
da cosmomonia, cosmonomia, cosmogonia,
teogonia(teogonia!)...
que mia no gato,
guincha no rato,
se adequa no pato
em grasnido para corvo,
grunhe no corpo porco...
enfim, chega!).

Quem bem-me-quer
mal não me quer.
E há quem nem me quer
- por certo
e por perto.
E é certo ( ou errado?)
que perto às vezes
é longe demais
mesmo se não segregais
e ainda que "segredais"
ou estais a secretar hormônios
em oaristos,
"ma belle".
lquiria Odin valquiriaestatua de valquiria equestre cavalo aladoviolinista azul celeste violinista azul celeste violinista verde verde violinista da clorofila fila clorofila verde ver
marcel duchamp mulher subindo escadas marcel duchamp mulher escadas pintor obra pictorica artista biografia obra vida
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